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Posts Tagged ‘Sofia Brunetta’

Lascívia

Ora, as obras da carne são conhecidas e são: … Lascívia… (Gl 5:19)
Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: …Paixão lasciva… (Cl 3)

Por Sofia Brunetta

O nome dela era Lascívia Maria, Lascívia para os muito íntimos. Pouquíssimos. A mãe biológica era uma ex-hippie, ex-presidiária, ex-amante de um senador coronel fornicador famoso no velho oeste brasileiro: o interior de Maceió, Marujeripe. Saiu vida a fora e deixou a pequenina para ser criada pela avó paterna, rígida feito vara verde, do tipo que não escorre leite jeito maneira. Ouviu de um forasteiro, que aliás, julgava ser o verdadeiro pai da criança- a despeito do que bradava o falecido político- o salmo supracitado entre os prazeres da carne e as conversas de cama. Um pouco por gostar do ritmo que o nome assumia ao ser dito e muito por pendenga da bruxa-velha, registrou a menina.

Cresceu assim, do confessionário para as missas da tarde. Antes do almoço, novena e em dias de regra- esta prova viva de que a mulher é coisa do Demo- jejum pra aplacar os pecados da carne enquanto durasse a quizila com a natureza.Vestido comprido,cabelos presos, o andar inseguro das jovens prometidas ao Senhor. Como era sem graça a pobre criatura.

Foi assim até que um destes dias, quentes como só o inferno e o sertão podem ser, imergiu na tina com água fria, enquanto a avó não voltava para irem a missa. O sabão de coco, duro, escorregou pelo corpo franzino. E nesta de procurar, água que entra e sai, madeira roçando a pele limpíssima, quase estéril… Naquela tarde, e nos próximos dias, o corpo inteiro mais vivo, o sangue quente de Lascívia.

Rezar, confessar, imersão. A vida tornou-se um pouco mais colorida.

Fim de tarde quente, tomou refresco de pequi, geladinho, servido pelo menino da rua de baixo. Reparou que ele já estava bem crescido. Tomou outro, e outro. Estava forte, no ponto, o suco e o menino. Todo dia, enquanto a avó discorria o terço com as suas convives tão velhas quanto ela e o profeta, aproveitava pra matar a sede e prolongar a prosa. Mostrar um pedacinho das anáguas luxuosas de cambraia da cor da pele. Um convite ao pecado, ali, expostas. Recostava na soleira da porta rococó, sob os olhares blasé-sacanas de querubins que adornavam a madeira, crucifixo entre os peitos, para alegrar as tardes de entregas.

Araçá-boi, pitanga e o de pequi. Azedinho, né? Perguntava o vendedor, de olho na satisfação e as belas curvas da cliente. Os pingos da bebida escorregando no pescoço macio. Antes de encontrar o decote, agarrou-se com Lascívia.

À tarde, quando a avó chegou em casa, estranhou a febre da neta, mas não deu descanso: à missa e depois confessionário. Orgulhou-se da demora em sair da casinha. O Padre, sorridente, deu as alvíssaras pelas prendas da moça. Incansável . Os coroinhas que iam estudar o catecismo, saíam de lá sabendo sobre Eva e o pecado original mais que a velha beata poderia supor.

Rezou a missa com o Leiteiro, ensinou o latim para o jornalista forasteiro, e até o Seu Manoel, da padaria, quis saber mais sobre o caminho para a redenção dos pecados. Não importava a idade, aparência e tamanho. Todo homem é digno de redenção e Lascívia.

Logo havia arrebanhado fiéis, em especial entre os senhores de respeito, que a cada dia iam mais a missa. Ao seu lado a avó prendia o sorriso, tentando disfarçar o orgulho da neta, professora das palavras do senhor. Corada, mais redonda, como era bonita a doce Lascívia.

Ao meio dia o padre esperava ansioso, suor do pecado escorrendo pela batina. Naquele dia sua ausência foi sentida. Nem o catecismo, nem suco para matar a sede. Nem sermão, nem latim. A tarde quente, quase no fim.

“Lascívia: Propensão para a lubricidade, à luxúria. Libidinagem, sensualidade, cabritismo. Medicina Satiríase.” Repetiu mais de uma vez o significado, cada vez mais alto, até que um riso frouxo saiu pela garganta e escorregou dos lábios agora perniciosos. Naquela tarde resolvera demorar consigo.

Enquanto imergiu uma vez mais na tina gelada, cheiro de coco, os bons homens da vila suspiravam. Sobravam os sucos nos garrafões de barro e os meninos se arranjavam nas bananeiras, ansiosos pelo próximo ensinamento. Saudade, vício, luxúria, Lascívia.

Santo remédio, todos diriam.

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Querido,

Lembro quanto esperei por ti. Tuas premissas de mudanças profundas, marcantes. As melhorias que promoverias em mim a partir da tua chegada. Sonhei ser bela, me sentir mais mulher, única. Virias pra deixar as melenas mais macias, minha pele como a de uma mocinha dos filmes de amor. Estive a espera do meu par perfeito, serias a concretização das minhas fantasias ocultas. Inconfessáveis, tão esperadas. Pra te ter comigo, enfrentei os horrores da disputa desenfreada. Duelei com outras com as quais a natureza deixou de ser generosa. Estavas ali…à vista, com aquela cara sorrindo pra mim. Sarcástica, traidora. A mentira é alva como o teu lindo sorriso. Por isso enganas tantas. Te abres pra qualquer uma, maldito.Enfeitas onde já há beleza, de resto depões contra elas. As feias.Que te sustentam, te mantém exposto, ali, em meio a tantos outros como tu, depois no meu banheiro e no de tantas outras que acreditam nas tuas promessas de juventude eterna.
Mereces o ralo, sabonete infeliz.

Sofia.

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Meu amor,

Escutei a nossa música. Lembra? Como foste importante pra mim. Nos teus braços eu descobri mais de mim do que poderia esperar aquela altura. Com a vida seguindo no ritmo lento das histórias tristes, trouxeste a luz para os meus dias serenos. Frios, escuros, sem tuas lembranças doces. Me tiraste a paz, mas o melhor de ti, é que senti frescor. Encheste minha alma de cores e depois partiste.
E eu aqui, cheia de trabalho e coisas importantes pra resolver, ganhando dinheiro, planejando o futuro solitário e delicioso numa enorme banheira em que me refrescarei e terei a certeza de que foste um erro gostoso enquanto durou e que, por sorte e juízo durou pouco. Obrigada por teres vivido outras paixões ao mesmo tempo, assim não te apegaste e me fizeste tua mãe e doméstica, desfrutando o desafio de ter que te colocar pra frente a cada novo dia.
Nada. È o que és perto da imensidão dos meus novos planos e da vida que ainda tenho por viver sem tua presença incômoda, inerte. Ruidosa como a bosta da música que me ofereceste bêbado e agora fica martelando a minha cabeça.
Passar bem… longe de mim.

Sofia.

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Querido mestre,

Te escrevo para dizer que permeias minhas memórias juvenis. Lembro quando te contava meus sonhos, meus planos, e tu, vivido e experiente, me trazia para o chão. A realidade era posta ali, na minha frente para que deglutisse devagar. O pesar ajuda a ser sábio. E pobre. Como tu, que estás como te deixei um dia: antiquado, falastrão e mesquinho. Tenho pena de ti, perdido em meio às tantas frustrações, sem sonhos, sem novas idéias pra embalar teus longos dias de solidão e arrependimento. Azedo como tua presença e tua esterilidade de pensamento.
Àcida como as palavras que deixaram meus dias ao teu lado tão sombrios.
Tu, que me trouxeste tantas vezes para a realidade, um dia vais limpar o chão que eu piso e lembrar do meu caminho de sucesso longe de ti.
Obrigada desde já.

Sofia.

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Ronalda

Por Sofia Brunetta

Ronalda é uma pessoa incomum. Personalidade de estrela, conhecida no conjunto. Um monte de gente acena para ela. Do alto de seu 1,56 ou 1,57, ela mantém o passo.
Vê o mundo a seu redor como uma grande oportunidade de encontrar um novo amor ou a patroa de seus sonhos. Sempre foi doméstica. Doméstica mesmo, que nunca viu alguém ser “secretária do lar” ou um destes termos modernos que não enchem o prato.
Todo dia ela acorda cedo e faz a sua caminhada: short de lycra, camisa do candidato, ela tem pressa de deixar as pernas firmes e ser feliz. Nesta hora é madame, senhora do seu destino, escolhe o seu caminho. A parada. 217,678. O 715 é sempre melhor pra arranjar namorado. Nunca pega o 456, seu ex e atual desafeto é o cobrador.
Arrependimentos? Só por ter tatuado o nome do pai de seu quarto filho no braço. ”Que nem a atriz.” Passada a febre de paixão, “Infeliz” seria mais apropriado.
Teimosa, ela decide por conta própria a arrumação de cada casa. Conta o caso. Ouve atenta. Arruma a bagunça, não limpa debaixo da geladeira. Dá azar. Estica o lençol com precisão matemática. Reclama de cambraia. Cobra a mais da patroa desavisada. “Pelo mau gosto!” Gosta de cetim de seda. Lembra da avó costurando o vestido de missa. Sua religião é pagar as contas. O Padre que reza o sermão é o que paga a melhor diária.
Ela é cientista. Sua alquimia deixa branco até a gola do patrão. Não existe batom que perdure. Rende um agrado, pelo bem das unhas, claro.
Quando sai à tardinha, já deixou a janta pronta. Cozinhou o que de melhor tinha. Ninguém deve guardar na despensa, não sabe se vai acordar vivo. Ela vive. Aumenta o volume, capricha no batom de uva. Folheia o catálogo da vizinha. Soutien, chinela, material de manicure. Boa idéia de novo negócio para os dias vagos. Cheios de planos.
Um dia ela vai ser rica. Dormir em lençol de cetim. Comprar uma sombrinha maior: “-Coisa de pobre, não de madame, né? Coloca aí: Uma sombrinha maior… e uns “homão” pra pisar encima e não molhar os pé.”

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Por Sofia Brunetta
(arquivo de guerreiras)Quinta-feira, Março 30, 2006

Li o texto de uma grande amiga, guerreira e integrante desse blog, Moara Brasil, que no auge de seus vinte e poucos anos, descreveu um pouco das características comuns a maioria de nós. E me tocou tão profundamente que desencavei ? Vinte e poucos anos? Na voz do Belchior (que é de longe a melhor versão dessa música) e me entreguei aos meus devaneios aqui publicados. Em horário de expediente. Um pequeno delito.Típico dos meus vinte e poucos anos.

Aos vinte e poucos anos estamos mais bonitas que aos quinze. Nossos cabelos parecem mais interessantes, e o figurino também (pelo menos até chegarmos aos trinta e nos apavorarmos olhando as fotos).

Aos vinte e poucos, nossas amizades são mais verdadeiras e sólidas. Você encontra afinal, o que passou a adolescência inteira procurando: sua tribo, sua cara, as pessoas que lhe aceitam ou convivem melhor com seus erros. Erra-se bastante aos vinte(e pela vida inteira), mas as intenções são menos auto-destrutivas e resultam em alguma atitude: você muda de religião, de time, de opção sexual. Faz um ménage a trois. Suas emoções são mais claras: você ama ou tolera sua família, seus vizinhos, a natureza, animais e os homens. Você se sente mais estruturada pra enfrentá-los. Aos quinze você mal conseguia emitir uma palavra interessante quando o objeto do seu desejo se aproximava. Agora você emite sons, impressiona (para o mal ou para o bem, leia-se), seduz, observa e se deixa observar com mais desenvoltura. E Sofre. Mas não parece mais que a caixa de chocolate e aquelas fotos dos momentos felizes são seu refúgio perfeito.

Aos vinte você vai a luta. Você cresce, estuda, trabalha, paga contas. Sonha com um futuro que não é mais tão distante assim. Os sonhos continuam no mesmo lugar, mas dão lugar a muitos aspectos da realidade que aos vinte, você aprende a experimentar. Mastigar. Estranhar. Deglutir ou Degustar.

Aos quinze você exagera. Todos os hormônios falam por você. Seu corpo muda.
Aos vinte você goza de momentos de exagero. De estupor absoluto. Depois você se penteia, sobe no salto e recobra a sensatez. Até o próximo sobressalto. Ou a próxima menstruação. Com seu corpo, que exercia um poder de Hierarquia Absoluta em torno do seu humor, você aprende a ser mais tolerante. Democrática. Você enxerga a beleza das formas. Do formato. Do cheiro. Do gosto. Se despe de mitos em torno dele. E na frente de quem você escolher também.

Aos vinte você bebe muito. Mas muito menos que há uns anos atrás, quando bebida era um gole do proibido. Quando você bebia seus tabus, as verdades que ensinaram pra você, os medos, o insano. E vomitava depois. Se você fuma, aos vinte já o faz com uma certa consciência, o que o torna menos ridículo, porque aos vinte a empolgação de outrora virou vício.

Aos vinte você experimentou uma porção de substâncias ilícitas. Você já sabe qual é a sua. Já recebeu todos os conselhos, puxões de orelha, panfletos. Na adolescência você faz furos. Se pinta. Tatua sua banda preferida. Aos vinte você faz outros, repinta, apaga, transforma. Tapa os buracos no corpo e na alma.

Ao vinte as coisas deixam de ser para sempre. As pessoas do dia a dia são passageiras. Involuntariamente. Você vai ver as pessoas fazerem aniversários cada vez mais caseiros. Com música ambiente. Você, que sempre defendeu a liberdade e o sexo com atitude, vai se emocionar no casamento dos seus amigos. Desejar parabéns pela gravidez ou nascimento do filho (talvez o segundo até) daquela sua colega de faculdade.

Você vai aprender que os colegas de trabalho, seu chefe, os vizinhos, o guardador de carros, não são pessoas do mal, nem do bem, portanto não estarão preocupados com seu sofrimento e suas angústias. Assim como você nem sempre é solícito.Você aprenderá a dividir o mesmo metro quadrado com pessoas que parecem odiar (e odeiam) você. Vai comer churrasco frio de confraternização e sorrir.

Aos vinte as baladas ganham outro sentido. Gelo seco faz seu olho arder. Música de boate não diverte depois de um dia inteiro de problemas, de resolvê-los do alto de seu salto agulha. Voz e violão, ou simplesmente seu travesseiro viram diversão.

Mas você tem apenas vinte e poucos anos, sua natureza não é tão velha assim, então você recebe um daqueles telefonemas mal intencionados, encara o mesmo salto e volta a luta, imaginando que os trinta estão distantes.
Mas isso será assunto interessante pra nós de vinte e poucos, daqui a uns poucos anos.

Até lá.

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Por Sofia Brunetta.

“ O assento de sua poltrona é flutuante, em caso de pouso na água…”( quem sobreviverá e acertará retirar a tal bóia?)
“Uma vez eu coloquei, mas estava bêbado.” ( sujeito, pela última vez em sua cama).
“Você é linda, uma mulher maravilhosa…” ( princípio do fim).
“ Não é com você, é comigo” ( fim, nada criativo).
“Eu me orientalizei pela escola.” (De ângela Bismarck que esticou os olhos para desfilar no carnaval. È sua 44º cirurgia plástica).
“ Que lindo!” (Luciana Gimenez respondendo à Ângela e boiando como sempre.)
“Vamos derrubar” ( Ana Julia Carepa para resolver o problema das penitenciárias no Pará).
“Eu ganho R$ MUITO,00 e estou em busca da mulher certa” ( mala, malando.)
“Me relaciono com uma pessoa especial” ( meu futuro amigo gay).
‘Tinha que ser mulher mesmo!”( beócio, no trânsito).
“ Tinha que ser mulher mesmo!”( namorado, no trânsito).
“ Tinha que ser mulher mesmo!”( Pai, no trânsito).
“ Eu acredito em você”( mas não lhe darei um aumento, apenas mais trabalho).
“ Qualquer coisa me liga” ( chefe ganha bem…)
“ Eu te ligo” ( você, levando um fora do sujeito na manhã seguinte).
“Você tem certeza disso?!” ( namorado prestes a deixar de ser.)
“ Não vá se arrepender depois” ( desesperado).
“ Temos pão de leite, queijo e tomate” ( comandante anunciado o variado cardápio).
“ No momento nosso sistema está inoperante” ( eu mudo hoje de operadora).
“ Vai demorar um pouquinho senhora…” ( uma revista pelo amor de Deus!!!).
“ Como você está diferente”( ex, querendo levar você pra cama).
“Você está ótima!” ( rival, observando que você engordou).
“ Obrigada” ( #*%@ você, respondendo mentalmente).
“ A senhora poderia estar retornando mais tarde? ( você poderia estar reestudando o emprego do gerúndio?)
-“ Oooooiii….( atendendo a esperada ligação, depois dos três toques necessários).
“ Sua chamada será encaminhada para a caixa de mensagens…( abuso).
“Isooooo garota!” ( você, comprovando que a menstruação é um mal necessário).
“ Foi a última vez!” ( ressaca moral temporária).
“ Primeiro você sente o aroma, depois sorve lentamente…( someliê à mesa, que medo!).
“ Você é muito nova para entender (Sua mãe, atestando que não possui mais argumentos).
“ É loura, né?” ( e você é o primeiro a ser demitido quando eu for chefe)
“ Ò louraaaa!!!!( a galera da oficina dando um up em sua auto estima).
“ Só mais um pedacinho” ( Você, mentindo pra si mesma)
“ GORDA, KG” ( a balança respondendo com a verdade).
“ O pai da Maria Clara” ( Faustão, apresentando a próxima atração).
“ Um cãozinho esperto pra cachorro “ ( locutor da sessão da tarde e discípulo de Faustão).
“Você está acabando comigo!!!” ( TPM)
“Velha!Velha!” ( crise pré trinta)
“Ah…eu te amo!!!” ( limite do cartão liberado)
“Limite de peso ultrapassado este elevador não se movimentará”( de autoria de algum magricela sádico).
“Por favor aguarde, contando cédulas” ( bem vindo dia 30!)
“ Máscaras de oxigênio cairão sobre a sua cabeça”( quanto tempo teremos até perdermos a consciência e nos espatifarmos no chão?)
“Nossaa!!!Não sei se cabe…” ( você, atestando que já viu maiores)
“Devagar…”( você, doida pra ver a novela)
“ Mais pra direita…agora pra esquerda…não!” ( sua amiga tentando ajudar a estacionar o carro).
“ Enrola, enrola, desfaz, desfaz…”( o flanelinha, piorando e muito a situação).
“Você não tem menor?” ( bombonzeiro, ensionando como se perder uma venda).
“ Um dia você vai dar valor” ( seu pai, tentando ensinar sobre economia )
“ Ihhhh Ummm! IHHH dois ihhh agacha, agacha, e vai e vai! ( ginastiquês)
“Depois você entrega o relatório, faz o orçamento, analisa os dados ( chefe, sendo chefe).
“A propósito, tem uma coisa preta nos seus dentes” 9 você, devolvendo).
“Eu aodro trabalhar aqui, é gratificante”( você, ensaiando o pedido de aumento).
“Imagina, vamos dividir!” ( feminismo você me obriga a perder dinheiro)
“Ah!Ah!AH!AH!ah…”( ai, quero minha cama)
“E-N-O-R-M-E!” ( você, provocando inveja nas amigas)
“ Bom? Nunca gozei!”( vingança entre amigas)
“ Prefiro um pequeno brincalhão que um grande bobão” ( explicando seu paquera japonês).
“ Eu não sou mais esperta que um aluno da quinta série”( eu, tentando postar este texto)
“ “ ( espaço para seu comentário).

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