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Archive for the ‘Vivi’ Category

Daquelas rapidinhas boas.

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Diálogos ordinários (nos sentidos mais variados da palavra).

“Eu gosto de homem fiel.”
“Eu gosto é de homem viril.”
“Eu gosto de homem, não importa como, se é fiel, viril.”

Morar numa república com tanto gay não me faz bem, definitivamente.

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Dia desses estávamos juntos, Barata e sua prole fofinha e banguela, Moa, Laércio, TT e eu. Churrasquinho prum lado, cerveja pro outro, malboros no meio.

Vivi: Vocês viram? Dorival Caymmi morreu né, gente?!

Barata: Amiga…(cara de reprovação que só ela sabe fazer junto com um silêncio para enfatizar seu desprezo) Ele morreu já faz quase uma semana.

E nesse papo mórbido fomos um pouco mais longe. Alguém da mesa soltou “Aliás, eu nem mesmo sabia que ele estava vivo…” E aí sim, desenvolvemos o assunto. Gente como pode? Essa televisão é fogo. Tira e bota quando quer os famosos e as tentativas deles, aí o resultado é que não sabemos quem morreu ou só está na geladeira do 4° poder. O ócio, a cerveja e o humor negro nos permitiu começar a filosofar:

 

“Dercy Gonçalves morreu!”

“Morreu há mais tempo, só que não quis desencarnar e ficou aqui nos assustando com sua boca vermelho mal pintada e seus palavrões.”

“O Ary Fontoura tem maior cara de quem já morreu!”

“Verdade! Se ele não tivesse na novela das oito, iria achar que ele já tinha batido a bota”

“Ele e seu protetor*”

“Hahahahaha”

“Gente, o Enéas morreu, né?!”

“Meu nome é Enéééééas”

“Bora ver quem acerta, então. Morreu o Waldick Soriano ou o Cauby Peixoto?”

“Cauby.”

“Waldick.”

“Os dois não estão mortos, já?”

“Hahahahah”

“Sub-celebridades morrem e a gente não sabe.”

“E haja neguinho que deveria morrer logo”

“Faustão”

“Hebe, outra múmia que não consegue desencarnar”

“A Xuxa já tá passando da hora também, bichinha tá ficando estranha!”

“Luciana Jimenez, mesmo tão novinha, tão gatinha, morreporfavor!”

“Ou agora que amarrou o diretor estribado, vai fazer compra, viajar, lançar uma ONG. Tudo menos ficar na tv em canal aberto perguntando o que é um equínio, faz favor?!”

E depois de redescobrir vários defuntos, matar mais uns quinze, e se esbaldar de rir de tamanhas desgraças.

“Chega gente assunto mais fúnebre, melhor mesmo, é morrer esse papo!”

“Hahahahaha”

Adoramostrocadilhosmisturadoscomhumornegro.

Beijomeligaevêsemorre!

* O protetor era um amigo imaginário, uma espécie de anjo da guarda do personagem de Ary Fontoura na novela, A Viagem [super sugestivo, de novo]

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O reset interno.

“Minha alma tem o peso da luz.

Tem o peso da música.

Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.

Tem o peso de uma lembrança.

Tem o peso de uma saudade.

Tem o peso de um olhar.

Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou.

Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.”

Clarice Lispector

 

Tudo na vida cansa. Quer saber? Cansei! Durante muito tempo achei que ser essa esponja sentimental era meu carma. Absorver todas as dores que eu consigo, como se fizesse parte de uma trajetória quase implícita. Ai eu sofri, sofri e sofri.

Sempre achei extremamente normal chorar. Isso significa dizer que já chorei em igrejas, festas, casamentos, hospitais, ônibus, praias e como não poderia deixar de ser, em quase todos os bares e festas da cidade. Isso era uma válvula de escape pra mim. Me sentia mal, refletia e me largava no choro. “Pronto! Agora sim, tô leve. Posso enfim abstrair o peso que sentia ainda a pouco”.

O que entra em questão agora não é o comportamento que sempre tive. E sim, o porquê dele. E as suas consequências. Porra! Se eu sou assim tão legal, tão madura, tão forte para os problemas dos outros, já está mais do que na hora de eu passar a ser assim por mim também.

Então fica decidido. Acabo aqui meus fantasmas antigos. Quero reciclar até mesmo eles. Chega de me aprisionar em passados que eu não pude entender o que aconteceu. E esperar desses mesmos fantasmas, solução para isso. Como disse Caio Fernando de Abreu, em seu texto”Carta a Zézim” ‘O caminho é in, não off. Você não vai encontrá-lo em Deus nem na maconha, nem mudando para Nova York, nem.’

A mente humana é tão estranha a esse ponto. A solução, a resposta é “in”. Mas estamos sempre olhando ao nosso redor, perguntando a terceiros o que deveríamos fazer. O pior de tudo é saber que se fosse tão simples, se as respostas aparecessem assim tão claras, perderiam uma boa parte do prazer e da satisfação de resolver algo que não mais irá atormentar.

Tenho batido minha cabeça na quina do criado mudo para tentar entender sentimentos que tenho por algumas pessoas. E isso extrapola os limites sexuais. Me refiro a tudo. Família, amigos, entre outros personagens.

O que eu percebo é que as vezes eu engradeço o que não deveria ser grande, subestimo coisas que no fundo sei a força que podem chegar a ter. E sempre, eu disse sempre, coloco um ciclo vicioso nos amores que tenho. Como se fosse possível carregá-los dentro mim. Constantemente e involuntariamente em minha vida. A consequência disso é que me torno pesada. Absorvo, idealizo e tento proteger o que não tem mais nem motivos para tal.

Com isso esqueço de mim. Saio do meu espaço físico e psicológico e passo a ter uma preocupação que não deveria ser minha, e sim do receptor desse sentimento. Quer saber?! Danem-se todos! Vou resetar tudo, recomeçar, terminar o que está inacabado, inclusive cada texto que tenho guardado e que quase ordinariamente escrevo mais uma parte. Agora não. Vou terminá-los e exterminá-los de mim. Eu não tenho que me cuidar sozinha? Por que tenho que fazer isso pelos outros também? Isso, sem ninguém me pedir que o faça. Eu sei das vezes que agi de maneira equivocada e perdi muitas coisas por isso. Não sou eu que tenho que sofrer também pelas pessoas que fizeram o mesmo. Resolvi acabar com esse misto de medo, preocupação e piedade pelos que não sabem o que irão ganhar ou perder com suas escolhas. Isso tem que partir de seus autores, não de mim. Já não basta as minhas dores, as minhas cruzes que tenho para carregar.

Isso é auto flagelação da minha parte. Sofrer por mim e pelos outros?! Chega! A partir de agora, serei leve. Não quero mais brincar de ser Tereza*, quero ser Sabrina* quem sabe. Cada um deve saber o que é melhor pra si. Eu estarei aqui, disposta a tentar ajudar quem resolver em um belo momento entender que sim, precisa de alguma ajuda da minha parte. Mas, sofrer pelos outros, basta! Falo tudo isso porque sei que metade das minhas crises, dos meus prantos e de mais qualquer ação que cometo por estar mal vem dessa minha eterna mania de sofrer por mim e pelos outros. Sofrer ao quadrado. Duplico os problemas e não tenho com quem dividir as soluções.

Enfim, nem sei se ao menos consegui me fazer entender nesse texto. Mas ele antes de mais nada é um registro de uma evolução particular. Da vontade infinita de ser uma pessoa melhor. Só que dessa vez, antes de mais nada, quero ser melhor pra mim.

 

*Teresa e Sabrina são personagens do filme “A insustentável leveza do ser”.

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Já piramos…

Estava um dia desses passando por uma rua do centro daqui, quando o Tiago falou “Olha, o carro do ‘Fulano’”. Que saudade que me deu desse nosso amigo, que há anos dividiu com a gente um grupo de amizade que até hoje me tira bons momentos de nostalgia.

Começou engraçado, um grupo do Nazaré que passou uma parte para o Sophos (aí que eu entrei), juntamos amigos de uma lado, namoradinhos de outros até se formar o grupo.

No começo eu era única mulher oficial, fora as valetes (cartas marcadas), lembro um dia em que eles se enjoaram de papinho de mulher, TPM e resolveram ir para Mosqueiro. Só os “brothers” (sim gente, era essa intenção. Ter um título tosco mesmo, piada interna), quando metade deles já estava indo para lá, ligaram para o Tiago e disseram “não esquece de trazer a Vivi”, e lá fomos nós, só os brothers, beber uma garrafa Black Label, fumar, contar vantagens e histórias bizarras, coisa de adolescente mesmo.

E como a gente se divertia! Era sempre uma invenção. As idas a Mosqueiro ou Salinas. As primeiras raves, aniversários… Até de 15 anos, da sobrinha do porteiro do prédio de um dos amigos. Lembro que nesse dia a festa era atrás do Mercado de São Brás, mas o único ponto de referência era um puteiro, chamado de “Rupinol”. Adivinha para quem ficou a missão de perguntar aos motoristas de táxi onde era essa recepção?

Esse mesmo porteiro, certa vez, emprestou o carro pro Dani ir a uma rave. Lá estou esperando meus amigos, quando o Bernardo parou com seu Corsa pra me pegar e por trás do Corsa, chega um Fusca. O Daniel desce de lá e fala “O meu até bebida tem!”. Nessa ele escala um balde daqueles de prédio, sujo de tinta e reboco, com gelo e váaáárias Smirnoff Ice. E aí, vais no Corsa ou no Fusca?! Nesse dia eu desci com uma saia curtinha e rodada, toda feliz. ” E aí? Que tal?”. Todos adoraram e Dani disse: “Mulher que usa saia assim quer pegar dedada” .Hahaha! Eles eram foda, adoravam fazer a gente passar vergonha, com direito até de se fingir de nosso namorado só pra nos deixar envergonhadas.

Eles se divertiam muito às nossas custas (“as minas”). Uma vez, pegaram a Gigi, por ser muito magrinha e pequena e a colocaram dentro de uma mala. Com direitos a fotos da mala aberta e fechada!

Tudo era muito bom. Os terraços de prédios no centro da cidade. As idas ao aeroporto. As fotos e vídeos engraçadíssimos. Os filmes. As viagens. Tudo. Os carros tinham nomes, a gente também passou a ser equipe “Japirah”.

Sempre falávamos que nunca iríamos nos afastar, que diferente de outros grupos, estaríamos longe de intrigas e brigas.

De fato, nunca brigamos, mas um namoro de um, a viagem de outro e todos os motivos mais de vidas que se cruzam, mas que voltam a ser paralelas, nos afastou. Sempre que nos encontramos falamos de estabelecer esse reencontro. Eu digo que desde o início dessa distância, tudo que eu mais queria era isso.

Até hoje.

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Sexo e a cidade.

Sábado, nove e pouco da noite, diferente da maioria dos sábados, cá estou eu. Em casa, cansada da nova jornada de trabalho, jogada a mais de três horas na minha cama, sem querer nem mesmo ligar pra quem eu ligo constantemente. Eu, minha carteira de marlboro light e mais alguns filmes do lado da TV.

“Paranoid Park é filme pra se ver concentrada e eu tô um pouco cansada”, “12 macacos… nâo tô com pique pra ver um policial uma hora dessas.”, “Já sei, Sex and the city, leve, mela cueca, sim é disso que preciso”.

O que eu não fazia idéia era que um filme desses ia me fazer chorar umas quatro vezes. Nem tem sido muito de praxe me comover com os filmes (apesar da minha eterna fama de protagonista de novelas mexicanas), mas existem umas mensagens quase subliminares que realmente me puxaram pro chão. E não me refiro aos momentos de ápice, e sim, cenas que devem ter sido pra maioria, uma passagem de take, nada mais.

Casamento. Filhos. Trabalho. Solidão. Amigas. Família. Carreira. Porres. Sexo. Desencontros. Separação. Maturidade. Amor.

Fatores que tornam cada pessoa única. Cada experiência, cada vida, traduzindo e nos transformando exatamente no que somos. E ao mesmo tempo transformando esses assuntos em linguagens tão universais, que cá estou eu, sozinha num sábado a noite vendo Sex and the city e chorando pra lá de quatro vezes.

Sem dúvida nenhuma, esse ano me fez uma pessoa muito mais inteligente. A graduação concluída, os livros, os filmes, as pessoas que apareçam por aqui e me deixaram (ou deixam) conhecimento todo dia em minha vida. Sim, eu tenho a consciência de que hoje, mais do que ontem, tenho algo a acrescentar numa conversa, sem medo ou insegurança de achar que tô falando merda. Fatores empíricos também contribuem (e muito) para essa evolução. Morar sozinha (sozinha na prática, pois na teoria, moro com uma amiga que está no auge do seu início de namoro), ter meus pais longe mais do que quinze minutos da minha casa, coisa que também é inédito, pois até mesmo quando estive casada, dez quilômetros eram a minha maior distância física, distância essa que só aumentou uns trezentos e poucos quilômetros. E tudo mais que acontece diariamente, me torna uma pessoa mais compreensiva.

Tenho me esforçado a entender tudo. As dores e as delícias que cada partícula desse mundinho pode nos oferecer. Mas se tem uma coisa que eu desconheço cada vez mais é o sentido do amor.

Não entendo o que há de tão difícil e doloroso nesse departamento… Infidelidade, saudade, oportunidades fracassadas. Qual será o segredo disso tudo? Como destrinchar os sentimentos ao ponto de fazer agirmos da maneira certa quando amamos? Qual lado do cérebro tem que falar mais alto? Como saber que aquele amor foi o amor da sua vida e que depois disso, do desperdício do sentimento, das chances esgotadas nada mais terá o mesmo gosto? Ou se tudo isso é besteira é que alguma hora, cedo ou tarde vamos voltar a sentir taquicardia quando alguém se aproximar? Existe amor puro depois de tantas desilusões? Ou agora depois de tanto amadurecimento os sentimentos acompanham isso e se transformam?

Meu momento “Carrie Bradshaw” me deixa mais confortável em minha casa com meus filmes, cigarros e computador, para ver, pensar e escrever, do que as tentativas falidas de ver algo interessante ao meu redor. Assim, se pelo menos eu não entender, eu deixo tudo registrado para que daqui uns oito anos eu possa ler tudo de novo e dar aquela velha gargalhada de quem já acha que os problemas antigos, comparados com os atuais são verdadeiras piadas. E não me reporto ao filme como uma coisa piegas, “Quem será minha amiga Samantha, Charlotte e Miranda?”. Nada disso, o que me deixa intrigada é ver que os sintomas de solidão, desilusão, desamor e paixão são universais. E que a busca por essas respostas é generalizada.

Nessa hora eu paro o filme e boto minha pizza de quatro queijos no forno. Outro atestado de solidão. Olhar pra uma pizza e saber que existem duas opções, guardar metade dela, como quem guarda para alguém, ou comer como uma compulsiva depressiva. Depois do meu momento Clarisse Lispector, (onde no momento eu substituo a barata pela pizza), desisto da filosofia, guardo a pizza e volto pro filme. Já na angústia de vê-lo terminar, para voltar ao laptop e escrever.

O filme acaba. E com o fim dele a minha vontade de entender tudo isso só aumenta. Mas quem pode me dar resposta pra tudo isso, que não seja eu mesma?!

Ai… enfim…

Desligo o computador e vejo “Paranoid Park”.

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Por vivi

As aventuras de Luiza num lugar tão tão distante.

 

1. Nota: Não esquecer de anotar no diário que essa historinha de sentir é oportunamente usada por uns, balela mesmo.

Trim, trim… tocou o telefone. Luiza, uma jovem aspirante de jornalismo,trabalhando láááááá onde o coisa ruim perdeu a botina…

Luiza: Alô!

Balela: Oi, …(apelido carinhoso, cujo ela tinha o maior respeito. Diferente do que sentia pelo autor uma hora daquelas). Tás bem?

Luiza (meio sem amor próprio por ter atendido, já que no século 21, existe um grande aliado, chamado BINA): Oi! To bem, sim. Na verdade to muito feliz. Trabalhando horrores, resolvi até ficar por aqui mesmo.. Dois meses. Cuidar apenas da minha vidinha profissional, já que pessoal tá uma mierda. (Indireta daquelas, que só mulheres como Luiza, têm queixo de soltar, sem medo da réplica).

Balela: Égua… (silêncio). Dois meses? Quem te mandou? [?] E eu ? [?]

(Resuminho rápido pra vocês. Balela foi um cara com quem Luiza teve o imenso prazer de ter um triângulo amoroso, durante dois meses. Por razões superiores, ela foi a pessoa com quem ele se divertiu horrores até resolver, que sim, ele ama Karine.

A sorte de Luiza porém, (sorte, nesse caso será bastante relativo) é que nessas alturas, depois de tantas decepções amorosas, ora por culpa deles, ora por culpa dela, Luiza já não conseguia se apegar a ninguém e ao mesmo tempo, conforme ia colecionando as relações mal sucedidas, ia também arrastando em sua doce memória, a lembrança de cada personagem. Por isso, acabava sofrendo menos, uma vez que, quando algum deles a machucava, ela pensava nos outros 5 ex que tinha, não amava, mas não esquecia. Capitche?

Porém, o bichinho não a deixava em paz. Diga-se de passagem, esse era seu diferencial. Não sabia a hora de parar de ligar, de dizer que estava com saudade. Daqueles que terminam a tarde e pedem pra voltar a noite, sabem como é? Com toda certeza foi ele quem inventou o papo de “só a cabecinha”,porque é a cara dele esse jargão).

Voltando:

Luiza, já todo com ego massageado e pouco orgulhoso: Ninguém, sou um ser livre… Pára de graça… são dois meses.

Balela: Mas eu tô com saudade.

Luiza: Vais ficar mais, hahaha.

Depois de 35 minutos nessa punheta telefônica.

Balela diz: Não entendo porque estavas com raiva de mim, antes de viajar.

Luiza: Porque eu sei que estavas comigo e mantendo contato com ela. Sei que vocês se amam, aliás, sempre te falei isso. Mas sinceridade ainda é um princípio. Principalmente quando você recebe isso das pessoas, como foi o meu caso.

Balela: Mas de verdade, Lu. Eu queria mesmo era te dizer que gosto muito de ti, que nunca menti pra ti [?]. Gosto muito de ti. Maas… (silêncio).

Luiza: Sabe o que eu não entendo. O porquê dessa ligação. “Tô com saudade”, “Como eu chego aí no lugar tão tão distante?”, “Voltei com ela”, cadê o objetivo?

Balela: Não sei, só queria te dizer isso. É melhor eu desligar.

Luiza: Ok. Beijo. Tchau!

Tudo que Luiza conseguia pensar uma hora dessa era: EU JOGUEI PEDRA NA CRUZ? Cuspi na cara de Cristo? Sou parente do Pôncio Pilatos?

Porque ela só conseguia ver algumas poucas e alternativas e todas elas muito desagradáveis para esse sujeito.

a) Esquizofrenia, dizem que pessoas com esse mal podem desenvolver várias personalidades.

b) Alucinações, daquelas que aparecem na cara da vítima letras de néon rosa: Venha! Deposite aqui o seu esperma.

c) Lobo em pele de cordeiro.

Seja o que fosse, ela só queria que ele se desprendessem daquele corpo que já não mais o pertencia, não se importava nem se interessava por aqueles sentimentos confusos e sádicos.

Beijo, querido. E por favor, não me liga

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Apaixonadíssima

Por vivi

Percebi que depois de todos esses anos, me apaixonei por alguém que nunca imaginaria que pudesse conseguir.

E como toda paixão, só consigo pensar nessa pessoa, nos amigos dela, viver os planos dela. Como é legal, mas dessa vez a pessoa não é do sexo oposto. Nem sou homossexual. A paixão é por mim, Euzinha da Silva.

Peço desculpa a todos que cruzaram o meu caminho nesse momento. Eu como toda boa apaixonada, não consigo ver nada além do meu ser amado. Quero apenas, satisfazer as minhas necessidades e de quem participa da minha vida. Amigos e família. Somente isso. Tento, me esforço, faço de conta que tá tudo normal, Vivi 2007 – a eterna e excelente apaixonada. Se jogava de cabeça, achava que ia casar e ter 17 filhos, e que sempre era o carinha certo.

Péééééén! Resposta errada. Relação errada. E lá se vai mais um desencontro.
A verdade é que, quesito paciência: ZERO! Quesito: Disponibilidade para encontros românticos: ZERO!

Eu quero meu poder de ir e vir. Decidir o que fazer da minha vida. Sair com os amigos, viajar, dançar até cansar, rir bem alto, usar mini saia, ter um grupo de amigos onde só eu sou a mulher do carro, convidar minhas queridas, Lora e Moara – Consultório Emocional LTDA, pra tomar aquela gelada de quarta (?), sem ter a preocupação de ter que ligar e avisar ninguém. Nem inventar as mais bem elaboradas desculpas. Não agüento mais DR’s, gente peloamordedeus, como é que eu conseguir fazer tudo isso um dia? Eu mudei tanto, sou tão diferente até mesmo pra mim, que me apaixonei.

Pois é Santo Antônio, agora não dá. Gastarei todo o meu dinheirinho que antes era investido em constantes presentinhos surpresa, com roupas super legais, livros, dvd’s, gente tudo pra miiiiiim… meu quartinho cheio de coisas legais pra gente usufruir…. Ai, quanta felicidade com essa minha nova paixão.

Chega me olho e me vejo mais bonita no espelho, não sei se por estar apaixonada ( e vocês sabem que paixão nos deixa cego) ou se por realmente estar mais bonita por conta da paixão. Hehehehe, difícil filosofar quando receptor e emissor são a mesma pessoa.

Enfim, não vou tentar dar testada em ponta de faca. Mesmo que meu vicio seja sempre construir relações, as vezes as mais bizarras possíveis, agora só quero eu. Decidi levar em frente os meus mais audaciosos planos, morar longe, investir na carreira que sonho. Arriscar ser tudo que lá dentro da minha fértil cabecinha sempre quis. Cortar de verdade o cordão umbilical, da cidade que me acolheu, da família que me ensinou a ter as maiores virtudes que admiro num ser humano. Dos amigos que nem consigo explicar o que são pra mim, por serem ao meu ver, fragmentos do meu próprio ser. Vou me arriscar por esse amor. E espero que esse seja eterno enquanto dure, porém não mais mortal, posto que é chama.

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