Feeds:
Posts
Comentários

Archive for fevereiro \29\UTC 2008

Abri os olhos devagar e pensei que faltava e assim começou meu dia. Senti falta de um afago, de virar para o lado espreguiçando e te acordar sem querer. A ausência maior que senti foi a de te querer daquele jeito de quem acabou de acordar, do corpo quente, do beijo mais por instinto do que por desejo.

81f0eb5f71dd92f97f0317e33f3b494295ab68bf_mMas aos poucos a ausência foi se tornando só minha. Minha dor fina, uma sintonia com a noite passada. Porque eu sabia, como ainda sei que essa qualquer coisa que eu sinto é quase que mentira inventada. É como um vazio para tapar o oco.

Então, eu acordei e a sensação continuou, briga interna. Maldito querer sem sentido, aquieta! Quero-te perto o tanto quanto te quero longe porque me fazes mal. Esse frio no estômago me faz mal, essa vontade de ouvir Gram, de ouvir aquela última música do Chico Buarque que a gente ouviu ontem, de passar o dia deitada curtindo essa nostalgia melancólica que me põe cara a cara com a saudade do que não foi, do que poderia ter sido.

E me dá raiva porque quero. Não quero te querer. Quero te ignorar. E durante alguns minutos eu quase te ignoro, eu quase te cuspo de mim, quase expurgo esse todo bem querer sem razão de ser.

Minha montanha russa particular. É assim que te sinto. Sinto-te subindo e descendo da minha garganta. Sinto meu estômago dando loopings cada vez que vez que atendo o celular, cada vez que te aproximas e cada vez que eu me aproximo de ti, eu quase morro durante um segundo. Minha cabeça quase explode de medo, de tensão, de alegria, de adrenalina.

Mas eis que o dia passa todo assim, com uma trilha sonora particular, com imagens que só eu guardo – e isso me dói, é isso que me causa raiva, só eu guardo. Rua de mão única.

De repente de um todo se fez nada, o sentimento acordou, perdurou, durou e morreu. Durou o mesmo tanto de horas que um dia dura. Um dia com nascer e pôr do sol. Um dia inteiro, uma mentira inteira que morre junto com a noite.

Minha paixão inventada nada mais é do que inquietude. Minha mania de te pedir carinho é só para curar uma carência que não é de ti, é de paixão possível. Então eu invento que quero, invento que gosto, nos dou uma trilha sonora, te dou minhas verdades e minhas mentiras só para não precisar jogar fora essa qualquer coisa que é sentir-se bem e mal, ao mesmo tempo.

Chega o final inevitável da minha montanha russa. As músicas já não têm mais a tua cara, nem os romances são mais bonitos aos meus olhos, eles se tornam chatos e banais. Tão chatos quanto tu. Tão banais quanto o meu dia correndo a esperar tua ligação. Tão bobos quanto eu querendo sentir teu cheiro.

E deito minha cabeça no travesseiro e a cama que antes parecia vazia, tem o tamanho exato do meu corpo, do meu sono. Deito nela e penso que amanhã começa tudo de novo. Minha montanha-russa particular me dá trégua até tua próxima ligação.

Read Full Post »

Por Moara Brasil

1. Na residência do entrevistado
-Qual o seu estado civil?
-Maranhão.
-An?

2. Na Rua
-Qual o prefeito que você acha que fez muito por Vigia/Pará?
-Bem, eu não sei, mas dizem que Noé fez muito por aqui
Engraxador de sapatos se mete na entrevista e responde irônicamente:
– Negativo, só a Arca!!

3.De novo, em uma residência
-Qual o seu estado civil?
– Desculpe, eu não sou daqui.
(suspiro)

4. Problemas e Dúvidas do pesquisador durante o percurso de uma pesquisa em Vigia/Pará:
-Por favor, você sabe onde fica o bairro “Escorrega”?
-Sei, fica bem ali…mas se eu fosse você não ia pra lá não…não é a toa que o nome é “Escorrega”, porque quando escorrega levam tudo mesmo!
-hum…e agora?Como farei a pesquisa?

5. The questions.
“Ei tia, ei tia, é do IPOBE?”
“Ei tia ei tia, vai aparecer na REDE GLOBO?”

6. Sol de matar em pleno meio dia, andando de pesquisa em pesquisa. Tudo bem, vou na casa .
PáPáPá ( bato na porta ):
-Não tem comidaa.
Pá! ( fecham a porta ).

7. Sol derretendo, meio dia ainda…. Pula uma casa, vai pra 7.
Pá Pá Pá ( bato na porta )
-Quem é?
– Eu sou de uma empresa de pesquisa, e estou querendo fazer umas perguntinhas, posso?
– Vai demorar?
– Que nada! Só uns minutinhos.
– Nome?
– Ivonete Ilveira Nastasia Guedes Silva Chaves
– Qual a sua Idade?
– Ah…não parece mas é 40
– Estado civil?
– Sim querida, vais querer saber toda a minha vida?
– Bem senhora… precisamos desses dados porque a empresa que trabalho sempre faz uma averiguação destes questionários e…
– AveriO QUÊ? Eu não tenho nada a ver com isso minha filha!
Pá! ( batem a porta ).

9. Na Rua
-Boa tarde, você poderia…
– Não. Estou com pressa!
Fico com cara de nada, olhando para o Sol de 1h. E ainda tropeço numa pedra, que merda!

10. Boa tarde, você poderia me ajudar respondendo umas perguntinhas?
– É clAAro minha querida, que jovem bonita você é, eu tinha uma sobrinha que era a sua cara, que Deus a tenha, mas ela era todo o seu jeito. Nossa, que coincidência! Mas é clAAARo, como eu poderia me esquecer? É mais que óbvio. Você não é a Katia da familia Junes?
– Não
– Mas você não é casada com o Flávio? Irmão do CLáudio, que teve um acidente de trânsito, ficou tetaplégico, coitado. Mas eu soube que ele não teve culpa, tá rolando um processo, né? Eu sei, foi aquele taxista filho da mãe e..
– NÃO! (Shss) É minha senhora, poisé, continuando a pesquisa..
– Mas eu podia jurar que sim…
-ahhh… ( suspiros quase chorando )
(…)

Read Full Post »

(?)

Por moa

Não sei, mas, geralmente esse dia chega para qualquer um de nós. Quando pensas que está tudo indo certo, eis que surge a questão: Será que devo? O que eu tenho que fazer agora? Prossigo? Recuo? Paro e fica por isso mesmo? Bora ver o que vai rolar? É nessa hora em que suspiramos, e de repente tudo, completamente tudo e todos se diminuem de uma forma que conseguimos enxergar mesmo daqui de cima, só que em miniaturas, verdadeiros soldadinhos de chumbo ou como se estivessemos observando uma partida de um jogo num estádio de futebol. Parece que não fazemos parte daquela jogada, mas estamos ali, assistindo tudo. Muitas vezes já sabesmo o que vai acontecer, mas, em outras, é realmente complicado adivinhar quem vai ganhar. Partida difícil. Isso nos apavora, dá medo, colocamos as mãos nos olhos nos momentos difíceis, ou simplesmente encaramos normalmente esse dia como rotina. E fica por isso mesmo.

Read Full Post »

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo, disse Arnaldo Jabor. Será mesmo? Ao ler por o texto “Namorado: ter ou não ter”, de onde retirei esse trecho, tudo parece muito lindo. Palavras como quindim, nuvem, música passeiam com displicência e fazem os solteiros pensarem em que merda é a vida sem ninguém.

Como faço parte da categoria dos solteiros não-amargurados, me senti impelida a protestar tal afirmação. Creio no seguinte: quem tem namorado, não consegue tirar férias. Nem dele, nem para si mesmo.

Quem tem namorado não viaja sem seu bem ou, se viaja não se sente completo. O amor tem dessas coisas. Quem namora perde o encanto de ir ao cinema sozinho, naquela última sessão de segunda-feira (a melhor do mundo para quem odeia falatório durante o filme). Um casal são duas pessoas, logo tudo que você faz enquanto membro dessa dupla há de ser calculado por dois.

Ora, porra. É bom pensar em si, é muito bom ter metas e calculá-las de acordo com sua vontade, com os seus planos. Solidão? Sim, ela existe e reafirma-se sempre. Mas também serve para auto-conhecimento.

É na solidão que a gente se conhece de verdade, porque namorar faz com que a gente desaprenda um pouco a olhar para dentro, já que olhar para o outro dá aquele friozinho gostoso na barriga; ao contrário de olhar para si que algumas vezes dá angústia.

Eu tive namoros longos desde nova, por volta dos 13/14 anos. Um ano, Um ano e alguns meses, três anos. Foram eles que me ensinaram a namorar, que me deram belos exemplos de confiança, carinho, respeito e amizade. Aprendi muito ao compartilhar a minha vida com eles e creio que a recíproca seja verdadeira.

Alguns me deram umas desilusões, outros deram pedacinhos de si que me marcaram e marcam até hoje, como poesias, cartas, flores, passeios. Deles eu também suguei os gostos, as gírias, os trejeitos. Aprendi a gostar de rock com meu primeiro namorado. Que sorte que ele existiu na minha vida, hein?

Ainda assim, me identifico melhor comigo mesma sendo solteira hoje, porque eu já tenho que pensar por dois e planejar por dois. Porém, é uma relação que eu tenho certeza absoluta que é para vida toda: eu e meu filho.

Acho que de tanto me adaptar a solidão, de tanto curti-la, de tanto apreciar o livre ir e vir, desaprendi a namorar. É, isso mesmo. Quando falo isso para as pessoas, ouço sempre uma risadinha de deboche. Por que é tão difícil entender isso? Sim, eu desaprendi, desacostumei… enfim, não sei qual o verbo que devo utilizar, mas é assim mesmo. Eu não sei mais.

Pelo menos, não consegui até agora passar daquela fase do início da relação, aquela que a gente tenta “ser melhor”, que quer estar sempre linda, sempre de bom humor, sempre disposta. É exatamente por isso digo que desaprendi a namorar, a repartir vida e viver o tempo todo.

Eu ainda prefiro que a pessoa saiba desde o início que eu acordo de mau humor e que ainda fico mais intragável se estou com sono. Quero alguém que me leia sem que eu precise explicar muito e se ainda assim for necessário, que me ouça com atenção porque eu odeio repetir. Que seja sociável na medida certa e que principalmente saiba calar. Bem, como ainda não apareceu ninguém assim, continuarei a curtir a minha inesgotável solteirice.

Não sei mais fazer “joguinhos”, fazer “tipinho” para agradar. Não consigo me controlar e fingir que não estou a fim de beijar ou ficar junto se é essa a minha vontade. Não quero reprimir meus desejos para fazer tipo de quem não está nem aí. Se for para ser que seja inteiro, que seja por completo. Senão, prefiro a solidão mesmo. Ela já me é conhecida e bem confortável.

A declaração de amor mais bonita que já vi foi do personagem do John Cusak para sua amada, no filme Alta Fidelidade. Não vou lembrar direitinho o diálogo, mas trata-se dele explicando para namorada, antes de pedi-la em casamento, que ele se sente atraído por uma jornalista que é  sua fã  desde que ele era Dj. Ele assume a vontade de levá-la para cama por conta de um desejo quase incontrolável, algo bem carnal.cusack

Ao mesmo tempo em que se sente assim, ele pensa na namorada. Pensa nela com maturidade regada a eternidade. Imagina ambos lendo jornal num domingo, lembra das calcinhas comuns que ela usa , enquanto ele sabe da existência das lingeries melhores. E é então que ele vê que isso sim é amor.É aí que ele vê a diferença entre o desejo carnal e o amor. O amor é realidade, é dia-a-dia e não, nem sempre é belo como  lingeries rendadas que são usadas somente para fisgar. Porque o desejo carnal passa, mas confiança, carinho, companheirismo, amor de verdade, não.

Não quero ter que me camuflar, nem quero alguém que não seja o que é por inteiro. O sentimento que mais me apetece é sinceridade. No amor, na cama e nos olhos de quem eu quero. E se assim for do desejo dele, que me aceite com sinceridade também e que tenha muita paixão pela vida.

Read Full Post »

Por Moara

Bem, demorou, mas chegou. Finalmente o vídeo do meu primeiro desfile na coleção de verão de Julho/2007, realizada pelo coletivo Caixa de Criadores, com o tema geral sobre aquecimento global. Participaram vários estilistas, que também procuraram seguir o mesmo tema, vejam os vídeos relacionados no youtube.

A Coleção teve como enfoque criticar as queimadas na Floresta e lembrar a todos que temos muita cultura para mostrar ao mundo. Procurei usar como trilha sonora a música de Pio Lobato “Fura Criatura”, músico e integrante da banda Cravo e Carbono (veja vídeos no vodpod) de Belém. Acredito que precisamos ter um olhar mais contemporâneo de nossa cultura, para não se apagar com o tempo, é o que precisamos vender pra fora. E fazer com que o olhar do estrangeiro volte para a nossa cultura amazônica, invista, compre, valorize, e não pense que aqui é apenas uma floresta misteriosa onde só tem madeira e bichos para serem explorados, no meio de um monte de “caboclos” que não sabem nada. Enfim, é preciso ter a consciência sobre a nossa própria região, e manifestar-se de algum modo pelas nossas artes (música, pintura, moda, etc), de maneira uniforme. Talvez só assim o mundo entenda o recado, e que somos um “país” de muitos conhecimentos, riquezas naturais e cultura dentro do próprio Brasil.

Coleção “Era uma vez a Amazônia”
Evento: Caixa de Criadores/ Verão 2007
Sobre a coleção:
1 look: Vestido de algodão com desenhos pintados a mão e aplicações que desenhavam arvóres e lembravam a floresta.
2 look: Macacão estampado, de algodão, com cores da amazônia, dando continuidade a floresta.
3 look: Saia balonê de tafetá (reaproveitando um tecido de cortina) e blusa frente única de seda. Cores que lembram o céu, o azul petróleo e a mata, com o verde. E a meia amarela, para lembrar nossos minérios.
4 look: vestido morcegão, também fazendo referências a nossa mata. Top de onça, aos nossos animais.
5 Vestido pintado a mão: Começa a destruição da floresta, procurei pintar uns grafismos que lembram araras tristes com cores de sangue, a meia calça em vermelho, para lembrar também o sangue.
6 Look: Blusa frente única em preto- cinza, fiz referência as cinzas que sobram das queimadas, o que resta da floresta. E bermuda também da mesma estampa do macacão.
7 Look: Vestido estampado azul em seda, com duplo balonê. Procurei passar sobre nossos rios e mares, que também estão sendo poluidos (meia calça preta).
8 Look: Blusa com com desenhos de dois índios (não dá pra ver direito mas é isso). Procurei pintar em preto mesmo, para ser só rabisco. Saia balonê em verde com detalhe de oncinha. Voltando para a valorização de nossos animais.
8 Look: Vestido marrom com os esqueletos de peixes e meia calça vermelha (poluição nos rios)
9 Look: Masculino: Blusa com pintado a mão, está bem explícito, as queimadas na floresta.

Read Full Post »

Ângulos

Por Anna Carla

Eu paro e olho essa cidade. Do mesmo ângulo de sempre, procurando entender se, daqui do alto, eu consigo achar as minhas respostas escondidas nas janelas iluminadas de cada apartamento ou atrás das variadas propagandas de outdoor. Gosto bem mais da vista noturna. As estrelas costumam se confundir com as luzes da avenida e me dão a impressão de que tudo está em movimento, como se eu pudesse ver o mundo girar. Postes, holofotes e faróis parecem querer me dar algum sinal de que eles sabem o que acontece aqui, metros acima, na minha cama.

Fico diante do espelho e não reconheço os meus cabelos. Eles são a prova concreta de que muita coisa mudou. Me olho nos olhos e me estranho. Sinto medo de tanta novidade. Reflito a minha imagem, não a reconheço, mas gosto dela como se nossos santos tivessem batido.

Estranho a minha nova rotina. É boa, dá tempo de sobra pra fazer o que der na telha. Trabalho legal, grana boa para uma iniciante, uma independência idolatrada nas ideologias de outrora. Mas… E agora?! O que fazer com tanta liberdade?! Estranho o tempo que eu gasto sozinha em casa inventando diálogos imaginários e sinto a falta de uma correria que antes me parecia odiosa.

É difícil acompanhar a minha própria evolução, por isso me estranho. Tracei meus planos e fui culpada por mudá-los, sem arrependimentos. Mudei minha rotina profissional, minha vida amorosa e, consequentemente, minhas noites de festa. Ainda estranho tanta cerveja no meu copo. Essas pessoas novas me parecem velhas conhecidas, como se eu conhecesse a cidade inteira e soubesse que não existe mais ninguém pra conhecer, mesmo sabendo que deve haver. Ainda não me acostumei a dormir sem ter alguém pra desejar boa noite, mas não quero voltar a passar as minhas noites comendo pizza de caixa no sofá da sala.

Pela primeira vez, a cabeça parece não conseguir acompanhar o coração. “Mas como assim? Como esqueceste tão rápido?”, indaga a minha consciência, curiosa por sempre ter dito que este era o certo a se fazer e por ter estudado o quão difícil seria essa façanha. E eu me estranho ao não sentir saudades de coisas que me pareciam tão intensas e por sentir a falta de outras que eu não dava muita importância.

Então eu sinto novamente a brisa molhada que sai dessa sacada tocar meu rosto. Todos os carros que passam parecem saber exatamente aonde querem chegar. Somos antônimos. A cabeça continua a afirmar que este é o caminho certo e que tudo o que me fez chegar aqui valeu a pena. Mas o coração, esse bipolar esquizofrênico, às vezes aperta como um nó cego. E eu pergunto: “O que diabos ainda me resta fazer, afinal?”. E as luzes da cidade me sussurram: “Anda mais e pensa menos. Quem não sabe pra onde ir não deve se preocupar tanto em saber onde chegar”.

Read Full Post »

davi.jpg

Por Moara Brasil

Sabe quando acordamos em busca de um falo? Um falo alto, com físico daquelas esculturas anatômicas gregas de deixar qualquer mulher sem ar por uns minutos orgásmicos? Estava determinada, e , não podia ser um falo qualquer. Uma mulher merece um bom falo , ele tem que conversar mansinho e cheio de charme, ser um pouco educado e ter muita energia. Tem vezes que cansamos do mesmo falo, ou de falos chatos, ou de falos nada criativos, ou realmente feios e sem atitude. E, então, preparamos à caçada ao falo ideal!

Ainda mais quando estamos a dois malditos meses sem um falo para descontrair, mas foi por decisão própria. Falo por falo, prefiro ficar com o meu falo de brinquedo.

Dois meses sem um falo deixa qualquer mulher louca, neurótica, chata, e bote chata nisso! Dá até espinhas, aumenta a oleosidade na pele. Nós sonhamos com o falo perfeito, de repente tudo torna-se um grande e ereto falo platônico. É uma loucura, os falos comandam as nossas mentes mais ninfomaníacas. Porém, quem espera sempre alcança, né? E que alcancemos o supremo falo! E rápido, não dá mais!E não dá mais mesmo! Já são 2h da madrugada! E nada do falo, nenhum falinho, nada.

Mas, de repente, o falo caiu como presente divino. Era o Deus mais Grego que Davi. Era o da pele mais bonita ( que nem chocolate ) do sorriso com dentes mais brancos que já vi! A camiseta mais bem vestida, que combinava com a beleza daquela pele, jeans e alguma coisa na cabeça, um falo estiloso, sarado, lindo, não era qualquer um, era o falo com F maiúsculo. Um falo que toda a mulher merece! Devia ser levado na cama como café da manhã todos os dias, para diminuir aquele stress da rotina, devia ser recomendado como tratamento para peles nos maiores centros de estética do mundo. Ou ser remédio obrigatório em clínicas de psicanálise.

Ah, meu falo perfeito. Deixou de ser platônico para tornar-se terreno, concreto, ao alcance real. Com as mãos mais firmes que já senti. O beijo mais envolvente que já beijei. O abraço mais apertado que já tive, de quebrar no meio. O falo ideal. Cada centímetro do seu corpo foi valorizado, desde aquela barriga de tanquinho maravilhosa, até os dedos das mãos grossas . O cabelo? Foi puxado até arrebentar. A pele? Foi arranhada até ferir. A boca? Foi beijada até ficar totalmente sem saliva. Gostosa foi a palavra mais usada. Folêgo? É claro…afinal ele entende tudo de educação física! Daqueles falos que nós fazemos a questão de contar à todas as amigas, para elas morrerem de inveja mesmo e fazer comentários como “ahhh!Te odeio sua vaca! Eu quero essa África!”. E me odeie, pois nunca fui tão bem amada por um falo tão perfeito. Pena que ele more tão longe daqui, será que foi por isso que foi tão intenso? Um minuto de silêncio. E…um bom falo para vocês!

*Falo= s.m. Imagem do pênis, objeto de culto entre os antigos, que o veneravam como símbolo da natureza criadora. / Pênis. Retirado do workpedia.

Read Full Post »

Older Posts »