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Archive for the ‘Moara Brasil’ Category

Eu estava lendo uma daquelas correntes de e-mail, e decidindo se eu repassava ou não essa corrente para outros e mails, com medo da má sorte me atingir, quando ele entrou pela porta daquela kit net e feliz me contou que estava partindo para o exterior. Eu não sabia se eu fazia uma cara de felicidade ou se eu me rasgava em prantos naquele momento, fiquei muda e soltei um “legal” meio introvertido.

Já chorei algumas vezes por alguns amores, e vi que ele seria mais um que eu ía me acabar em lágrimas. Desde então passei um mês de luto, chorando na frente dele, chorando sem ele ver, não era legal. Mas minha cabeça doía, então eu precisava chorar para parar a enxaqueca.

Certa época da nossa vida a gente não quer mais sofrer, não quer mais transformar o amor em algo voluvel…já procuramos um pouco da estabilidade amorosa. Então foi quase um choque a confirmação de que ele ficaria uns meses longe de mim, apesar de saber que esse dia chegaria. Chorei, e muito. Chorei porque eu já passei por isso uma vez, e sempre tenho medo do final dessas histórias de encontros e desencontros. Parece que o último sempre é o pior. Chorei porque já tinha me acostumado com o cheiro dele, a noite cozinhando com ele, dormindo e sonhando ao lado daquele homem.

As lágrimas descem porque eu não quero a distância, me tornei alguém que se apega a quem é maravilhoso. Porque eu já quero uma companhia, um companheiro. CAnsei de tentativas de relacionamentos, já quero algo duradouro…já quero que pelo menos isso na minha vida se estabilize.

Ele me disse que cada um tem que ir atrás dos seus sonhos, conheci alguém igual a mim nesse ponto…dessa vez eu fiquei, e o outro que se foi. Ele realizando os sonhos profissionais dele no outro lado do mundo, e eu tentando por aqui. Não vai ser nada fácil, e ninguém disse que seria…é por isso que ainda choro.

 

 

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Desvairada

 

São Paulo, 15 de novembro de 2009

 

Todos os dias acordo para a jornada de trabalho de Sampa. Tomo o café da manhã apressado, pego o ônibus depois de uma caminhada de 10 minutos até chegar no terminal. Às vezes agradeço  à Deus por ainda ter um trabalho que me dê grana para viver essa vida paulistana, que não é nada barato.

Às vezes fico me questionando…por que estou nesse trabalho? Que atrofia meu cérebro a cada tentativa de vender desesperadamente, para ter um salário não tão justo quanto este trabalho cansativo mereça.

Eu sei que vim para cá com um objetivo, mas o caminho que leva até lá não é fácil, é preciso muita força na peruca….muita.

Descobri que sou bipolar no meu trabalho. Às vezes sou uma grande profissional, às vezes quero chutar o balde e viro uma medíocre.

Acontece que eu não nasci para isso, e sim para outras funções.

A minha vida começou a perder um pouco do sabor na semana que se passou. Pelo menos depois de trabalhar ainda havia a graça de comer morangos…

Talvez seja verdade que eu reclame de mais de boca cheia…mas não sei, eu não me contento com pouca coisa. É isso que ninguem consegue entender…minha ansia por querer realizar as coisas já! Mas preciso da paciência, maldita paciência que mata quem tem pressa.

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Sai Satanás!!

Por Moara Brasil

Histórias de Sampa 2, escrito em Março de 2009

Eu moro numa República aqui em São Paulo, bem perto do Paraíso da Avenida Paulista. Para quem não sabe…República é o mesmo que uma tentativa de convivência com pessoas de todas as espécies e cabelos, de raças e credos, de malucas a sonsas, em que cada um tem que repartir da mesma cozinha, geladeira, banheiro e correr o risco de seu Iogurte ser roubado da geladeira, ou seus temperos sumirem misteriosamente.

Aqui é normal ter alguns “barracos”, alguns egos não se bicam. Então acontecem sempre brigas por causa de fofocas e de pessoas cleptomaníacas, porque some tudo aqui… é incrivel.

Afinal, conviver com pessoas diferentes não é nada fácil. Ainda mais com culturas diferentes, sotaques variados, gente de tudo que é canto do Brasil e do mundo. Tem menina de Salvador, tem russa, carioca, tem alemão e alemã, paulista, crentes e viados. Que trabalham com tudo, a maioria é free la, são modelos e outros trabalham em shoppings…uns são produtores de moda, outros cabeleireiros. Acredito que devem ter profissionais do sexo por aqui também.

Logo quando cheguei neste lugar, senti uma energia um tanto pesada, estranha. Mas é porque muita gente já morou neste recinto.

O mais interessante de morar aqui é que a gente aprende a ser tolerante…mas existe algo curioso nessa Republica. Sempre vem uma “irmã” crente orar pelas pessoas desse lugar, a dona Selma (que administra aqui) acredita que só assim pode espantar os males desse abrigo.

A primeira vez que eu ouvi a tal da irmã foi num pesadelo. Sonhava que ela dizia “sai coisa ruim!Sai Satanás que pertuba essa casa! Vai embora! Deixe essas pessoas em paz!”  . Então eu acordei,  e vi que não era um pesadelo…era realidade, a irmã estava ali orando na frente da porta do meu quarto, na cozinha, para uma das pessoas da casa, que devia estar com o espírito carregado.

Eu tinha que trabalhar naquela hora, e fiquei meio assustada de ter que abrir a porta e dar de cara com paulistas crentes e fervorosos. Fiquei com medo e tive que encara-la nesse dia. Fui ao banheiro e chamei a atenção da irmã, ela sorriu para mim e orou alto para que toda a inveja se afastasse de mim…eu nem consegui olhar para a dita cuja, fui correndo para o banheiro, morrendo de medo.

Outro dia não teve jeito..não tive escapatória. A irmã estava de novo orando alto e gritando pela casa, pediram para que eu fosse conversar com ela. Eu disse que estava atrasada para o trabalho, que teria cinco minutos, eu não queria ter que passar por isso. Sabe Deus o que essa mulher podia falar para mim, ou confirmar que o demônio estava no meu pé, atrapalhando meu caminho….

Mas pensei, que mal me fará? Uma pessoa que quer o bem, não? Então fui lá, a mulher fez a oração, ficou falando que eu era abençoada. Perguntou de onde eu era, e confirmou que devia ser do Norte mesmo, com esses traços indígenas. Ela ainda repetiu que eu ia fazer uma viagem em breve, outra viagem irmã? Já não basta essa?

Morar em República tem seus pontos positivos, aprendemos a ser tolerantes e conhecemos muitas coisas boas, mas olha… eu não quero ser acordada de novo por um “Sai Satanás!”, que dessa vez quem vai sair sou eu…São Paulo e qualquer canto do mundo tem dessas coisas. A globo está perdendo tudo isso…

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São Paulo, assusta e atrai com a mesma intensidade. Quando pisei nessa cidade, senti um calafrio. Me levaram logo na rua Augusta, lembrei daquela musica dos mutantes “Subi a Rua Augusta a 120 por hora/Botei a turma toda do passeio pra fora/Hi hi Jonhy, Hi hi Alfredo, quem é da nossa gang não tem medo..”

Nossa!!Muitas pessoas diferentes, pessoas estranhas e bonitas exageradamente. Gostei. Gostei de pisar assim neste lugar, mesmo vindo de uma cidade tão diferente, que eu sou apaixonada: Belém.

Chorei, derramei lágrimas em São Paulo pois senti um medo, mas me apaixonei pela avenida Paulista inteira, amei cada olhar de pessoas estranhas que me olhavam, dos paulistas curiosos, das meninas estilosas. São Paulo encanta.

O metrô, talvez ele represente o que é morar aqui, é ser rápido, é não ver o tempo passar e nem ver a luz do sol se pôr. Mas São Paulo nada tem de cinza, tem de contrastes. Quem perde o tempo perde o metrô, ou ainda pode ficar engatado na porta e se dar mal. É assim, faça logo ou você se lasca. Seja esperto, menino!

Parece uma obra barroca, um jogo de claro e escuro. Ou os caminhos da Pop Art. São Paulo tem grafites nos seus túneos, nas suas lojas, nas suas paredes que eram cinzentas. São Paulo é outro mundo, é tudo o contrário do estereótipo que sabemos pela TV pública. Ah! São Paulo…

Quero te sugar até não poder mais, todas as tuas novidades, todas as tuas culturas misturadas numa grande metrópole. Quem vem para cá consegue entender melhor o Brasil, e toda essa mistureba.

Vim com o coração em Belém, ainda pendurado nas mangueiras, prestes a cair. Vim pensando nas praias, nas ilhas do norte, no que eu não vou poder mais tocar, sentir e amar. Vim carente de meus grandes amigos, meus companheiros. Vim amando uma pessoa, troquei-a por São Paulo. Mas não porque eu quis, troquei por um sonho maior, um sonho desde criança. Uma vontade de crescer, de ser reconhecida e ter mais felicidade.

Vim amando alguém, aquele barbudo, aquele paraense que me entende no silêncio, me entende no olhar. Ao som de “Não se apresse não, que nada é pra já, amores são sempre amáveis. Futuros amantes”. Faz tempo que eu não sentia algo tão puro, tão belo. Mas tudo o que eu quero é ser melhor, acreditando que terei dias muitos maiores e eternos ao lado do meu amado. Terei, eu sinto isso. Mas não será agora, e fico desesperada. Gritei, chorei, bati a mão na parede, pensei também em me arrepender. Mas não, a vida tem suas explicações absurdas, e Deus escreve certo com linhas um pouco tortinhas.

Agora a minha vida é São Paulo e a minha crença no agora, que em breve será ao lado dele, do vermelhinho, e bem perto de meus queridos amigos. Uma dia quem sabe será mais feliz. Eu recomendo.

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A casa continua a mesma, sem coisas novas. Sem cheiro de novidade, sem nada. A casa está apática com a sua ausência nessas semanas muito chatas, movidas a cigarro e mundos imaginários.

 

Estou cheia de sonhos em que você não está incluso.Você torce pelos meus sonhos, mas não tenta aprecia-los comigo.

 

Nunca escrevi para você, e deves te perguntar o porquê de´u ser tão negligente com teus sentimentos. Alguém me disse que eu não deveria confiar nos sentimentos de um garoto, eu realmente não confio. E pensei que ias cuidar de mim, mas que nada.

 

Você não me tem todas as horas, eu não sou sua diariamente. Nunca fui de ninguém, sempre escorri pelos dedos tortos, grosseiros e masculinos assim como água. Sempre fui desse jeito. Quem sabe um dia eu mude, quem sabe… Que música mesmo você ouve e lembra de mim? Aquela que eu não lembro, da Adriana Calcanhoto? Há, não sei, nem gosto. Quando colocastes a tal música para eu ouvir, te distraístes e quase batestes o carro. Neste momento até acreditei num sentimento puro.

 

A gente não tem trilha sonora, nem sorte, nem ambientes coloridos de paixão.

 

Todo amor tem trilha sonora, toda paixão tem uma música tema. Todo beijo apaixonado levanta o pé do asfalto. Ah se levanta!

 

Tua palidez deixou meu amor assim, sem graça. Sem nada.

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A Menina Mãe

 

A morte. Fiquei íntima dela com 12 anos no dia em que ela decidiu levar a minha mãe. Essa fatalidade do destino apertou o meu coração quando eu soube pelo rosto da enfermeira que mamãe havia ido embora (ninguém tinha me explicado o que era exatamente a morte), mas mamãe deixava o seu sétimo filho para a sorte no mundo.

 

A querida mãe estava mais branca e pálida do que nunca no seu leito. Morreu bem ali debaixo do meu nariz, sem avisar os filhos, sem uma última despedida, sem um último beijo no rosto. A ultima voz que ouvi da mãezinha foi um grito, nada mais.

 

Restara o meu pai, vi as lágrimas e o desespero dele correrem as veias. O suor angustiado da testa e o calor dominar o seu corpo todo. A raiva possuir a alma do velho. O que o meu pai ia fazer sem a mamãe com sete filhos para criar? Ele correu e arrumou as malas, olhou nos meus olhos e disse “espera filha, eu volto”.

 

Naquele momento senti que ele não voltaria nunca. Desde então prefiro acreditar que ele foi assassinado. Agora eu teria que dirigir a pergunta para mim “o que eu vou fazer com 5 crianças e um bebê para criar?”. Eu só tinha 12 anos, será que o pai não sabia disso? Então mais uma vez a morte ficou íntima da minha vida: o meu pai faleceu, e ponto final. Eu assumiria a paternidade e maternidade dos meus irmãos, seria a menina mãe.

 

Neste momento me apoiei ao Pai maior, ele não me deixaria só. Qualquer pessoa que não tivesse forças não conseguiria ter razão para pensar em solucionar essa tragédia. Mas eu estava viva, eu e meus irmãos. Nós, e sem nenhum familiar para amparar a gente. Os pais dos meus pais já tinham falecido. Eu era orfã aos 12 anos, em 1932, no município de Capanema, no Pará.

 

É claro que as autoridades da lei em Capanema não queriam deixar eu criar minhas crianças, mais uma fatalidade que eu não deveria engolir.

 

Eu não deixaria de jeito nenhum estas pessoas estranhas roubarem a minha família. Isso não era justiça, faltava-lhes piedade no coração. Será que eles não sentiam a dor daquela menina? Será que eles não pensavam que era cruel demais afastar os únicos laços de família que lhe restara?

 

Mas o prefeito da cidade conhecia minha mãe, o Coronel Matias. A minha força de mãe precoce, as minhas palavras de adulta o comoveram. O Coronel Matias pediu que as autoridades não me pertubassem mais, e prometeu que daria pão e tudo o que as minhas crianças necessitassem. Ajoelhei, beijei as suas mãos, agradeci e chorei. Era uma mensagem divina, eu nunca mais estaria só.

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“E deve-se também pensar que os filhos podem morrer. É preciso se preparar para isso, tentando deixar o mais claro possível o diálogo que temos com eles. A perda de um ser amado é tanto mais irreparável quanto menos fomos longe no diálogo com ele. Isso não se trata de preceitos ou valores morais, de ética. A lógica do amor não é lógica da moral. Trata-se de uma sabedoria do amor, e não de uma ética moralizadora ou de direitos humanos.” LUC  FERRY

Perdi um amigo, e ver o corpo dele no caixão não foi uma imagem que eu gostaria de ter visto. Mas quando olhei para o rosto dele, eu sorri, e lembrei que o Dan me fez gargalhar a maioria das vezes que eu estive ao lado dele. Quando eu estava triste, chorando pelo irmão do Dan, o qual foi meu primeiro namorado, o Dan falava “Deixa disso, sorria”, e contava uma piada para me alegrar.

Mas a realidade é que ele estava morto, e tive um pouco de raiva do destino. Um rapaz tão jovem, cheio de sonhos para realizar, simplesmente morreu porque o coração dele não agüentava mais a vida. A vida que o fez ser pai tão cedo, que o levou a trabalhar para dar comida ao filho. Mas o coração dele era jovem, ele sonhava como todo o jovem, e isso eu não consigo aceitar.

Há 10 anos, quando conheci o Dan,  ele representava para mim a formação da minha juventude, quando eu queria sonhar e não querer saber de coisas chatas de adulto. Eu, o irmão dele, o Dan e os nossos amigos. A maioria meninos, todos se reuniam depois do colégio lá na pracinha da Pedro Miranda.  A gente não gostava de internet, nem coisas de ir para encontros de internautas em shoppings, gostávamos era da rua e de reunir com os amigos. Jogávamos RPG na casa do Drezinho, e praticávamos esporte. O Dan não gostava de esporte, mas ele gostava de estar com a gente. É tão viva a memória dessa minha época, de quando a gente se metia na praça da república, cada um com a camisa de sua banda predileta, e íamos fazer roda de violão, o Dan tocava para gente. Todos querendo ser rebeldes e roqueiros.

Então escrevo para ti, se tivesses vivo, gostaria que tivesses lido esse meu texto. Mas acredito que a vida é muito mais, e que sentias isso. Então lembrei dos momentos especiais que tive quando convivi contigo. Da primeira vez que a gente se conheceu, foi naquela festa na tua casa que só tinha homem, o dia em que eu resolvi te admirar. Nós éramos bem mais jovens, e gostávamos de Nirvana. Você e seus amigos faziam a barulheira que irritava a mãe dos irmãos Alcântara, a tua mãe que te achava um rebelde sem causa, lembra? Ela é mãe, eu dizia. Eu lembro muito bem, parece que estou vendo você falar comigo. Então escolhi namorar o teu irmão, e você ser o meu cunhado. O único cunhado de verdade que eu tive.

Lembrei que eu odiava ouvir Gun´s Roses, e ainda mais quando tu resolvestes montar uma banda com o meu irmão para ensaiar no porão da Bernal do Couto, na minha casa. Mas eu ria toda vez que o Junior cantava e meu gato siames miava com ele. É, meu caro, o Axl devia ter treinado miados com gatos quando ele resolveu sair cantando por aí…Eu não gostava da voz do Axl, e ainda mais da voz do Junior. Tudo bem, era uma banda cover perfeita do Gun´s. E tudo isso veio na minha memória como um filme, ao ouvir “patience” no seu velório, com o Junior chorando no caixão. E com o forte abraço da sua mãe.

Eu sempre acreditei em ti, Daniel Jam. Acho que comecei a ouvir Pearl Jam por tua causa, tu eras um viciado no Veder, era  a tua droga. Quando foi isso? 1998? Minha memória para anos é péssima.  Vi um rapaz cabeludo, alto e sorridente, com uma camisa do Pearl Jam e uma guitarra, um rapaz cheio de sonhos, ali no corredor do colégio. Às vezes também usavas, mesmo com o calor dessa cidade, uma camisa de manga comprida preta por dentro e por fora uma camisa xadrez, como um grunge. Eu achava legal, e entrei também na tua onda de sonhar com a música, fui tua tiete até quando eu não gostava do Gun´s. Frequentei alguns shows só para apoiar você, ainda bem que era rock meu amigo!

Era tão bom ser da tua família, o outro irmão que eu amava. O Dudu com veia jornalística e você com o talento para a música e a vontade de ser uma estrela do rock. Os dois se completavam, a dupla que entrava em conflito, mas que era perfeita: cada um com um gênio forte.

Eu falava “Toca aí Dan”, e tu tocavas qualquer rock, fazia uma piada no meio, sorria para mim. Parece que estou ouvindo a sua voz e seu sorriso, é o que vai ficar pra sempre nas minhas boas lembranças. Os teus abraços de conselho quando eu chorava. Eu ainda não consegui cair na realidade, parece que estou sonhando, ou que estão contando uma piada sem graça. Queria ter vivido mais tempo ao seu lado, e tu estavas tão bonito e adulto desde a última vez que eu te vi. Mas tu morrestes, e bem ali vi teu corpo sendo velado pelos que te amam. Pensei que eu nunca ia chorar por alguém que só me fazia rir. Mas você pode ir em paz, pois todos os seus gestos vão ser lembrados pelos os que acreditavam nos seus sonhos, e sempre lembraremos que  davas valor a vida e a todos que tu amavas.

 

Os jovens nunca deviam morrer, Deus errou nisso quando criou a vida. Ainda mais se os filhos morrerem antes dos pais, isso dói demais. Porque a lógica seria os filhos enterrarem os pais. Mas a vida não tem muita lógica. Eu ainda não consegui aceitar com a minha razão essa realidade. Porém, penso que o sentido da vida é sempre amarmos os nossos amados, e sempre resolvermos nossos conflitos com os familiares. Penso que o pai que não perdoa o filho irá conviver com uma dor intensa para o resto da sua vida, se caso a prole venha a falecer antes dele, o mesmo acontece se for o contrário. É uma sabedoria para aqueles que não acreditam em algum preceito divino, penso que o rancor, orgulho, raiva, são sentimentos baixos e que devem ser eliminados enquanto se tem vida. Os nossos amados sempre devem ser homenageados vivos, com um gesto de carinho, com um gesto de respeito. Com uma demonstração de amor. Só assim talvez conseguiremos dar sentido às nossas vidas. E viver sem temores.

Moara Brasil

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