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Archive for novembro \16\UTC 2009

Eu estava lendo uma daquelas correntes de e-mail, e decidindo se eu repassava ou não essa corrente para outros e mails, com medo da má sorte me atingir, quando ele entrou pela porta daquela kit net e feliz me contou que estava partindo para o exterior. Eu não sabia se eu fazia uma cara de felicidade ou se eu me rasgava em prantos naquele momento, fiquei muda e soltei um “legal” meio introvertido.

Já chorei algumas vezes por alguns amores, e vi que ele seria mais um que eu ía me acabar em lágrimas. Desde então passei um mês de luto, chorando na frente dele, chorando sem ele ver, não era legal. Mas minha cabeça doía, então eu precisava chorar para parar a enxaqueca.

Certa época da nossa vida a gente não quer mais sofrer, não quer mais transformar o amor em algo voluvel…já procuramos um pouco da estabilidade amorosa. Então foi quase um choque a confirmação de que ele ficaria uns meses longe de mim, apesar de saber que esse dia chegaria. Chorei, e muito. Chorei porque eu já passei por isso uma vez, e sempre tenho medo do final dessas histórias de encontros e desencontros. Parece que o último sempre é o pior. Chorei porque já tinha me acostumado com o cheiro dele, a noite cozinhando com ele, dormindo e sonhando ao lado daquele homem.

As lágrimas descem porque eu não quero a distância, me tornei alguém que se apega a quem é maravilhoso. Porque eu já quero uma companhia, um companheiro. CAnsei de tentativas de relacionamentos, já quero algo duradouro…já quero que pelo menos isso na minha vida se estabilize.

Ele me disse que cada um tem que ir atrás dos seus sonhos, conheci alguém igual a mim nesse ponto…dessa vez eu fiquei, e o outro que se foi. Ele realizando os sonhos profissionais dele no outro lado do mundo, e eu tentando por aqui. Não vai ser nada fácil, e ninguém disse que seria…é por isso que ainda choro.

 

 

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Desvairada

 

São Paulo, 15 de novembro de 2009

 

Todos os dias acordo para a jornada de trabalho de Sampa. Tomo o café da manhã apressado, pego o ônibus depois de uma caminhada de 10 minutos até chegar no terminal. Às vezes agradeço  à Deus por ainda ter um trabalho que me dê grana para viver essa vida paulistana, que não é nada barato.

Às vezes fico me questionando…por que estou nesse trabalho? Que atrofia meu cérebro a cada tentativa de vender desesperadamente, para ter um salário não tão justo quanto este trabalho cansativo mereça.

Eu sei que vim para cá com um objetivo, mas o caminho que leva até lá não é fácil, é preciso muita força na peruca….muita.

Descobri que sou bipolar no meu trabalho. Às vezes sou uma grande profissional, às vezes quero chutar o balde e viro uma medíocre.

Acontece que eu não nasci para isso, e sim para outras funções.

A minha vida começou a perder um pouco do sabor na semana que se passou. Pelo menos depois de trabalhar ainda havia a graça de comer morangos…

Talvez seja verdade que eu reclame de mais de boca cheia…mas não sei, eu não me contento com pouca coisa. É isso que ninguem consegue entender…minha ansia por querer realizar as coisas já! Mas preciso da paciência, maldita paciência que mata quem tem pressa.

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