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Archive for janeiro \26\UTC 2009

Tem gente que coleciona selos, dos mais raros até os mais chinfrins. Ou obras de arte, johnnybravo3tampinhas de refrigerante, corujas, bruxas, inimigos, livros. Enfim, o hall de coleções são os mais diversos nesse mundo. Ôooo se são…

Bem, eu e a Lora podemos temos como hobby colecionar cantadas. Não, pessoas. Não quero dizer que somos as musas dos pedreiros ou que arrematamos olhares por onde passamos. Nada disso.

A verdade é que existem caras com dom pra coisa, sabe? Ou pelo menos acham que tem. Eles realmente investem no “oi, posso te conhecer?” e inventam mil formas de tornar nossos dias mais alegres ou nossas noites e chances de desencalhar deprimentes.

Vale ressaltar que nós mesmas nunca caímos em nenhuma dessas, até porque minha veia sociopata  é latente demais ( eu temo estranhos)  para sucumbir aos chamados dos estranhos-engraçadinhos, estilo Jhonny Bravo, que se espalham pelas ruas e baladas.

Mas as colecionamos. Sim, desde as mais toscas até as mais criativas. E vale a pena. Criatividade bizarra mode on. Start!

– Oi, tudo bom?

– Tudo…

– Tu conheces o Alex?

– Alex? Não… acho que não.

– Mas agora conhece. Prazer, meu nome é Alex.


– Hoje é teu aniversário?

– Não, não…

– Pô, mas você tá de parabéns, hein?


– Doeu a queda?

– O que?

– A queda… doeu?

– hãn?

– Porque um anjo assim, só pode ter caído do céu.


– Passei por aqui pra ver se tu pisavas no meu pé de novo, só pra eu poder ficar um pouquinho mais perto de você. (em meio à balada super lotada)


– Eu tô bem? Meus amigos disseram que eu tô bem hoje.

– Tá, tá bem sim…

– Obrigada! Você também tá maravilhosa, sabia?


– Nossa, você tem cara de professorinha de Português. Uau! (bem fantasiando com óculos de grau)

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Não sou tanto

“Quem lhe disse que eu era
Riso sempre e nunca pranto?
Como se fosse a primavera
Não sou tanto
(…)

De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
Eu morrendo
Eu morrendo”

[  como se fosse a primavera – Pablo Milanés/Nicolas Guillén/Chico Buarque ]

É fácil colocar a culpa em você. Todos os meus amores mal resolvidos, todas as vezes que amei demais, as vezes que amei de menos, as crises de ciúme, os ímpetos de arrogância, os momentos que sobrepus minha opinião. É tudo culpa sua. Quem puxa aos seus não degenera. Entretanto eu teria que dizer que também és culpado por eu ter lido Feliz Ano Velho e até por eu gostar de ler. Eu ser é culpa sua, integralmente.1a5774b4ecf5127f27f15002ea085c7ec97e3c5e_m

Eu queria falar bonito e com classe, pois eu te via sempre tão desenvolto e cavalheiro, fumando um cigarro forte, tua postura me parecia tão bonita e transparecia uma segurança que poucas vezes na vida eu sentiria novamente. Era por isso que eu segurava tua mão forte e sentia medo de te perder.

Via em nós uma cumplicidade sem igual, definida a outros olhos como inabalável. Parecia que me entendias sem que eu precisasse falar e por isso, calei muito. Permaneci muda uma vida toda acreditando que há o que não precisa ser dito. Eu não verbalizava que te amava para que soubesses. Não, no meu mundo perfeito, não era necessário. Contudo, era.

Discutimos tão poucas vezes e até que houvesse de fato um desentendimento, tudo parecia sereno e compreensível. Até o dia que explodi, causei um caos e um abismo que outrora, veríamos que era irreparável já que era fruto de sementes tuas. Antes disso, houve noites em que dormi com teu cafuné, sentindo mansamente em mim tua mão de dedos longos e magros subindo e descendo meu pescoço.

Existiu também teu apartamento abarrotado de livros, de muitos livros e muita poeira. Teu cantinho era fascinação para todos os meus sentidos. O barulho da porta do banheiro emperrada me lembrava que tu estavas ali, ao meu redor, bem perto de onde eu estivesse. Porque zeloso era teu nome e eu acreditava que minha presença era tua alma. Minha existência era afirmação de tua continuidade, eu te afirmava.

Foram precisos muitos anos para que eu percebesse que não era nada disso e sentisse pena de ti sem que nascesse nenhum sentimento de compaixão. Já então eu me desgastava com o som da tua voz sempre tão gaguejada e pausada e complacente com uma vida triste, cheia de livros e com muita poeira.

Até hoje preciso resgatar qualquer coisa, em qualquer homem, como aquele amor que eu acreditava que me dedicavas. Eu não traio as expectativas de Freud. Jogo-me nos braços de pessoas erradas já que elas repetem elogios parecidos com os que me fazias e eu preciso deles (dos elogios). Enxovalhaste a mim e ao amor que eu tinha por ti, classificaste-me como escumalha e então eu soube, por meio das tuas letras e frases e rancor que eu nunca fui como querias que eu fosse ou como deveria ser.

Eu preciso que cuidem de mim sem que me sufoquem. Eu preciso também que digam que me amam e se eu ando numa de carência e ansiedade demasiada é porque não sabes avaliar que há amor acima de tudo. Eu sei. Eu que sou mais nova, que passei por cima do teu gênio difícil e dos maus humores, sei. Eu – a complicada, a adicta, a orgulhosa, a (sempre) errada – sei.

Ainda vou entender que é essa tua natureza. Mas enquanto não resolver isso comigo, tua ausência durante toda a minha vida e a parte de mim que é tua e tu desconheces, dói, pai.

Dói não ter um pai. Deveria doer mais em ti ser não ser esse pai.

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Eu juro que ouvi.

5 neurônios

Avenida José Malcher, 8:30 h. Parada de ônibus. Duas senhoras conversam.

– Ela tem aquela coisa que dá depressão, convulsão, sabe?

– É mesmo? Ah, coitada…

– É. O “célebro” tem os cinco neurônio. Quando um dá defeito todos os outros falha.

Yakissoba

Avenida Visconde de Souza Franco, 13 h, Líder da Doca. Uma família prostrada, literalmente com cara de quem comeu e não gostou diante de uma bandeja vazia de sushi e uma garrafa de caldo de cana. O pai, a mãe e duas filhas.

Pai: – Tu e a tua mãe inventam de comer essas coisas…

Filha 1: – Eeeeeu? Não fui eu que escolhi. Foi ela, diz a menina apontando com a boca (coisas de paraense) para a mãe.

Filha 2: – Foi tu, sim.

Mãe: – Nãaaao. Ah, vocês me mandaram escolher. Eu não sabia qual era pra pegar.

Pai: – Já disse para vocês. Sushi bom mesmo é geralmente Califórnia ou Yakissoba. É um desses dois.

3D

Agência de publicidade, 11 h. Em Belém ( ! ).

Cliente: – Que programa é esse aí que tu usas?

Diretor de arte: – É Corel Draw.

Cliente: – É Corel, né? Eu sabia.

Diretor de arte: – É.

Cliente: – E vem cá, me diz uma coisa. Esse teu Corel aí faz 3 D?

Diretor de arte: – Não, amigo. Não faz.

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Eu desafio qualquer receita barata antidepressão e meu mau humor. Não quero torná-los parte integrante do meu ser.  Desafio o que é imposto, o que é seguro o que é tido como bom, o supostamente Pré- estabelecido (por quem?). Desafio a rima, mesmo rimando em descompasso. Desafio a distância por ela ser tão grande quando quero afago e ínfima quando a suplico.foto3

Desafio você a me desafiar sem conseguir irritar-se. Tenho teimosia à flor da pele e nervos de açúcar ou de qualquer outra coisa que dê para “trocadilhar” com nervos de aço. Desafio a língua portuguesa, o acordo ortográfico – “abrupta” ou “ab-rupta” mudança? Ainda haverei sempre de parir neologismos bem ou mal criados.

Desafio essa vida que eu levo que não é inteiramente minha. Quero desafiar o medo que há em mim de ir além, de achar que certas coisas não me pertencem. Todas elas me pertencem. Todas podem me pertencer. Mas sem esse papo positivista – pós – modernista – motivacional de “querer é poder”. Não é. Isso eu sei. Mas eu quero muito e quero tanto, tanto.

Vou sair daqui, dessa cadeira, da sala fechada, para saber só de olhar pro céu se é dia ou noite. Vou esquecer o relógio e os meus dogmas. Não quero ser escrava. Quero ser ama do desejo, da vontade sublime de viver, de ondas do mar, sal de praia colando na pele.

Quero sentir teu sabor, misturado com tequila e chiclete de canela. Quero ficar com teu cheiro na palma da mão e ficar cheirando de pouquinho em pouquinho, assim, abafando as duas mãos, como se teu cheiro fosse só meu. Como se eu pudesse guardá-lo numa caixinha e levá-lo na bolsa pra onde quer que eu fosse. E assim, desafio a lógica de só querer o que é possível.

Fico derretendo meus neurônios e descobri que tenho vocação para isso: para derretê-los com textos que não saem até que eu esprema a última gota de enxaqueca, analgésicos, jornais, revistas e anuários. E eis que se dá uma avalanche de letras corroídas, palavras ulceradas e até enferrujadas por tanto uso. Que se dane o que já foi feito, pensado, falado e esperado. Quero mais é o estrago do desconhecido, o que está por vir.

Quero perder menos tempos em telas e ganhas mais em páginas. Quero lembrar que os Correios existem e esquecer do Gmail. Quero mais mentiras sinceras e menos raspas e restos. Não quero mais me contentar com restos.

Vou falar atrevidamente, mostrar interesse só para o que me interessa e pendurar na porta de casa uma placa com os seguintes dizeres: “EU NÃO ME IMPORTO”.  Seja lá o que quer que você tenha para me dizer, pense antes. Porque eu simplesmente, não me importo mais.

Vou usar menos salto alto e mais saia – sejam curtas, rodadas, pregueadas ou retas. O papo mesmo é pernas de fora, pra ver se inspiramos a vida a ficar de pernas pro ar. Minhas unhas serão carmim, meus óculos vermelhos e assim eu sairei do sótão em mim onde guardo meus pesares, meus maus presságios. Inovarei meu novo mundo à cor de sangue.

“Tudo novo de novo”.

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A frase do título é de Pablo Picasso e o quadrinho é do Blog dos Malvados.  A falta de inspiração fica por conta da insônia e da pilha de jobs que se acumulam na minha cabeça.

Inspiração 0 x 10 Enxaqueca  para Carol Barata!

folhateendahmeralone

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msn_messenger_logoLuciana diz:

amiga, tu é a única pessoa com quem eu posso ter DR*… além da minha mãe, é claro

Luciana diz:

porque minhas chances com o sexo oposto estão ficando tão escassas que doem

Luciana diz:

hahahahaha

Luciana diz:

por falar nisso, o Jorge ligou dia 01

Luciana  diz:

não atendi

Luciana diz:

aí ele ligou de novo

Luciana diz:

aí eu não atendi

Luciana diz:

de novo

Luciana diz:

(Y)

Beth diz:

pq?

Beth diz:

pq?

Luciana diz:

quando a pedra apertar mais eu ligo e invento uma desculpa qq pra explicar o porquê  não atendi

Luciana diz:

tenho que criar vergonha na cara, ora merda

Luciana diz:

uma hora vou ter, né, amiga

Luciana diz:

ficar dando sem fins lucrativos

Luciana diz:

mamãe disse “Mas vc é tão bonita, Luciana” …

Luciana diz:

eu acreditei

Luciana diz:

por que ele não vê isso, porra?

Luciana diz:

sou gente boa pra caralho, inteligente, assalariada

Luciana diz:

com bom gosto musical

Luciana diz:

amiga dos amigos dele também

Luciana diz:

sou pra casar

Luciana diz:

e ele tem a sorte grande de me comer

Luciana diz:

sem que eu encha o saco, sem cobranças de nenhuma espécie

Luciana diz:

e ainda assim ele liga quando quer, some quando quer

Luciana diz:

ora, vá se foder

Beth diz:

huahuahuahuauauah é isso mesmo!!!

Beth diz:

vá se foder SOZINHO

Beth diz:

ora porra

Luciana diz:

exatamente

Luciana diz:

sozinho, no apartamento de solteiro dele, masturbando a si e a maravilhosa vida de solteiro

( …)

Beth diz:

é… sou esperta para amigas… o dedo podre é para homens…

Luciana diz:

então bate, bee

Beth diz:

bate!

E ainda tentam desvendar “os mistérios da alma feminina”. Certas coisa são mais óbvias que “ligue os pontos” para uma criança de quatro anos. É ou não é?

* Discutir relação

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